O que é transition management? Está na hora de o mercado brasileiro profissionalizar mais as transfo

Todos os empreendedores e executivos, dos mais diferentes ramos e segmentos, sabem que o caminho para a construção e consolidação de uma empresa é repleto de momentos bons e ruins. Apesar das histórias corporativas serem sempre contadas de trás pra frente, como uma linha reta e ascendente, na prática, a realidade é bem diferente.

Durante todo o percurso, a paisagem inevitavelmente sofre mudanças bruscas e o cenário oscila entre flores e espinhos, ganhos e perdas. Muitas vezes, quando o voo é muito alto e pouco planejado, a queda também é grande.

O dilema é como minimizar as dores que permeiam a trajetória de crescimento, mantendo-as com menores oscilações e ganhos mais constantes. É ai que o transition management entra.

O que é transition management?

O gerenciamento de transição (traduzido do inglês transition management) é uma abordagem de gestão que visa facilitar e acelerar as transições por meio de um processo participativo de visão, aprendizado e experimentação. Ainda pouco utilizada no Brasil, mas já muito difundida em mercados mais maduros, trata-se de uma opção estruturada de contar com especialistas que ajudem a ultrapassar momentos de turbulência de forma eficaz, tratando o problema como se fosse uma missão, no contexto de um projeto, com prazos, objetivos e metas a serem cumpridas.

A decisão de transferir a missão para um terceiro não é tarefa simples. Mas, é preciso saber avaliar os indícios de que quando é a hora certa de buscar ajuda. É como se, de modo ilustrativo, comparássemos a vida da empresa à construção de uma longa estrada.

E se, no trabalho dessa construção, missão básica da gestão da companhia, a empresa encontrar um grande obstáculo ao seu objetivo perene de vida empresarial, que é o de construir a estrada? Seja em que momento for da vida da empresa, em momentos iniciais ou de consolidação de mercado, a única certeza que todo empreendedor tem é que as “pedras” sempre vão aparecer.

Diante disso, o que a empresa deve fazer? Ao invés de tentar resolver o problema com sua equipe “construtora de estradas”, que tal a empresa contratar um especialista experiente, focado e direcionado exclusivamente em “eliminar a pedra” e liberar o caminho para a continuidade da construção da rodovia?

Podemos citar como exemplo uma empresa que precisa implementar um modelo de compliance. Para garantir a efetividade do processo, a empresa pode contar com a expertise de uma equipe que já sabe todos os desafios, entraves, dificuldades e os caminhos da implementação para tornar o processo fácil e promissor.

Transferir uma missão para uma equipe externa não é abster-se da responsabilidade. É, pelo contrário, entender que se trata de um momento especifico no qual é necessário – e muito mais eficaz – buscar habilidades e competências direcionadas para uma missão crítica. Solucionado o problema, os custos adicionais acabam e a empresa retoma normalizada.

Muitas vezes, teme-se que a ausência da vivência de anos na empresa afete negativamente a tomada de decisão. No entanto, em alguns momentos, contar com gestores sem passado ou futuro na companhia, sem laços emocionais com as pessoas envolvidas ou com as deliberações anteriores, é a chave para as melhores soluções. Eles estarão focados na missão e as decisões terão como objetivo garantir o melhor desempenho futuro da empresa, eliminado os espinhos e deixando o caminho com muito mais flores.